A economia de escala no custo administrativo dos fundos de pensão brasileiros

Carlos Augusto Pacheco Pereira, Jorge Katsumi Niyama, Jonatas Dutra Sallaberry

Resumo


O uso eficiente dos recursos administrativos tem sido um tema bastante relevante no mercado de fundos de pensão e por isso é necessário fazer uma análise se existe ganho de escala nas Entidades Fechadas de Previdência Complementar. Para Malhotra, Marisetty e Ariff (2001), a economia de escala é determinada quando os custos totais aumentam proporcionalmente menos do que a produção. Este trabalho tem por objetivo o estudo do modelo proposto por Mitchell e Bateman (2004) para o cálculo do ganho de escala e analisar se, no caso brasileiro, esse ganho realmente existe. A existência do ganho de escala, em fundos de pensão, já foi comprovada em outros países, no entanto, esse teste ainda não foi realizado no Brasil. A metodologia empregou na análise estatística o modelo de regressão linear múltipla de Mitchell e Bateman (2004) que apresentou uma significância de 82,64% (R2 ajustado) indicando que as variações na despesa administrativa são explicadas pelas variações nas variáveis independentes, no cenário brasileiro. Os resultados apontaram que, permanecendo constante o número de participantes, um aumento de 1% no ativo total resultaria no aumento das despesas administrativas em aproximadamente 0,6% enquanto o aumento do número de participantes, em 1%, resulta num aumento de 0,05% na despesa administrativa. Com esses resultados verificamos que os gastos administrativos são diluídos entre os participantes de forma que quanto mais participantes entram, menor será o custo cobrado de cada membro.

Palavras-chave


Fundos de Pensão

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ISSN 2358-856X

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