CRISE HÍDRICA NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS: UMA ANÁLISE DO IMPACTO DA ESCASSEZ HÍDRICA NOS CUSTOS DIRETOS VARIÁVEIS EMPREGADOS NO TRATAMENTO DE ÁGUA

Adriano Menezes Messias, Renato Ferreira Leitão Azevedo, Antonio Moreira Franco Junior, Pedro Cláudio da Silva

Resumo


Este trabalho tem como objetivo analisar o impacto, nos custos diretos variáveis empregados no tratamento de água no município de Campinas (SP), durante o período da crise hídrica (dos anos 2014 e 2015). Para tanto, foi realizado um estudo de caso envolvendo a companhia de abastecimento de água do município de Campinas (SANASA S/A), com dados dos custos diretos variáveis do período de 2012 a 2016. Também teve por objetivo verificar, quais produtos mais impactaram esses custos durante esse período crítico de escassez hídrica e analisar a influência que a vazão de água (disponibilidade hídrica) existente no Rio Atibaia exerceu sobre os mesmos. Face aos dados analisados verificou-se que para uma aplicação mais coerente dos custos variáveis, seria necessário estabelecer outra variável para a correta projeção desses custos. Observou-se que o custo variável, do volume de água produzido, não varia somente com a quantidade produzida, mas também em função da variação na vazão de água do rio (disponibilidade hídrica). Uma vez demonstrado que a variável vazão do rio é importante para a definição dos custos variáveis em saneamento, foram conduzidas análises de variâncias (ANOVAs) e de discriminante com a abertura dos custos variáveis com energia elétrica e matérias primas, para verificar o impacto dos mesmos em função das diferentes vazões do Rio Atibaia. Como conclusão, verificou-se que quando a vazão do rio Atibaia é baixa (volume abaixo de 10.52 m³/segundo), nota-se um aumento expressivo nos custos com Cal Virgem, Carvão Ativado, Cloro, Hidróxido de Cálcio e Hipoclorito de Sódio.

Palavras-chave


Custos Variáveis, Tratamento de água, Crise hídrica

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ISSN 2358-856X

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