AVALIAÇÃO FARMACOECONÔMICA DOS TRATAMENTOS PARA LEISHMANIOSE VISCERAL NO ESTADO DE SERGIPE

João Luiz Alves dos Santos, Simone de Cássia Silva, Roque Pacheco Almeida

Resumo


A busca por novas alternativas terapêuticas para as leishmanioses é considerada essencial pela Organização Mundial da Saúde, em virtude da elevada toxicidade dos medicamentos atualmente utilizados, seu alto custo e o risco de resistência. Este estudo é uma análise econômica atrelada a um ensaio clínico multicêntrico, onde foi realizada a análise sobre os dados obtidos do estado de Sergipe, tendo sido acompanhados 62 pacientes, randomizados para o tratamento com antimoniato de meglumina (grupo A), considerado o esquema de primeira escolha no Brasil, anfotericina B desoxicolato (grupo B), anfotericina B lipossomal (grupo C) e o esquema terapêutico combinado de antimoniato de meglumina com anfotericina B lipossomal (grupo D), com o objetivo se realizar uma análise de decisão entre estes esquemas terapêuticos, tanto para adultos como para crianças. Foram considerados dois cenários: 1) os pacientes são tratados ambulatorialmente com o antimoniato de meglumina, porém com um menor acompanhamento de suas reações adversas potencialmente letais e uma possível menor adesão ao tratamento; 2) os pacientes são internados durante todo o período do tratamento, porém com um risco maior de infecções hospitalares e aumento de custos do tratamento. No custo-eficácia para o cenário 1 o antimoniato de meglumina foi o tratamento de primeira escolha; no cenário 2, a combinação de medicamentos (grupo D) se apresentou como o mais custo-eficaz, ambos tanto para adultos como para crianças.

Palavras-chave


Farmacoeconomia. Leishmaniose visceral. Combinação de Medicamentos.

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ISSN 2358-856X

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