A história dos últimos dez anos do ABC/M contada pelas revisas internacionais: uma promessa que (não) evoluiu

Eduardo Baldoino, José Alonso Borba

Resumo


Esta pesquisa procurou levantar o desenvolvimento da pesquisa internacional sobre o ABC/M no período de 2001 a 2010 utilizando parte da metodologia empregada por Bjornenak e Mitchell (2002), em conjunto com a análise de conteúdo. Foi realizada a análise de artigos publicados sobre o tema em periódicos de gestão e negócios e em periódicos contábeis. Verificou-se que os autores estadunidenses são os que mais publicam sobre o tema na soma geral dos periódicos, porém são os que menos publicam artigos moderadores sobre o tema, caracterizando-os assim como autores conservadores diante do ABC/M. Diante de todos os aspectos analisados nesta pesquisa, pode-se dizer que os pesquisadores dos periódicos de gestão e negócios são mais otimistas em relação ao tema do que os dos periódicos contábeis. Percebe-se que a maioria das pesquisas não aborda o ABC/M como uma solução definitiva para o custeio dos serviços/produtos, mas sim conscientemente, entendendo que a utilização do método pode ser questionada em determinadas ocasiões, inclusive podendo não ser adequada, dependendo do caso. O ABC/M foi “lançado” como uma promessa de melhora para os sistemas de custeio, defendendo o aprimoramento da informação de custos para a gestão. Percebe-se, pelos estudos pesquisados, que existe um certo conservadorismo entre os pesquisadores sobre a utilidade do ABC/M, principalmente fora dos Estados Unidos. Tal comportamento é reflexo de uma visão das soluções definitivas para problemas empresariais menos fantasiosa e mais realista, ao se perceber que o ABC/M possui o seu público alvo limitado, não podendo ser generalizado a todas as empresas.

Palavras-chave


Activity-based costing

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